
A França recebeu muitos imigrantes da Argélia e África negra nos últimos anos, os filhos desses imigrantes, franceses de nascimento enfrentam problemas como discriminação e exclusão social.
A França é um país pouco tolerante com estrangeiros, o francês não gosta de estrangeiros e nem de falar outro idioma que não seja o seu. Os filhos desses imigrantes vivem melhor na classe baixa de Paris, do que viveriam na classe baixa dos países africanos de onde vieram os pais. Sendo a França um país de primeiro mundo, há mais infra-estrutura para bairros carentes (equivalem a bairros classe média baixa no Brasil).
O árabe hoje é um idioma muito usado na periferia parisiense e 10% da população francesa é muçulmana.
Os filhos dos imigrantes têm passaporte e documentos de direito de um cidadão francês, porém não são considerados franceses para os outros, além de ocuparem posições piores de moradia e no mercado de trabalho, o tratamento é diferenciado, o que lhes traz muita revolta.
Os que são brancos e vestem roupas ocidentais não são discriminados diretamente, são discriminados pelo sobrenome estrangeiro, logo, lhes deixam os piores apartamentos quando lêem um sobrenome do Oriente Médio ou africano.
Negros, morenos, mestiços e orientais são muito discriminados e excluídos da sociedade francesa, há grupos nazistas que espancam sujeitos não brancos ou muçulmanos, assim, há bairros de negros, de árabes, de chineses, etc.
Não aceitam franceses que não sejam brancos e isso não ocorre apenas na França, mas, em outros países europeus, o francês descendente de muçulmanos ou mestiço é um françês "falsificado" ou de pior qualidade.
O desemprego chega a 40% para afro-franceses, o dobro que para um francês normal (20%).
Até em filas de aeroportos os franceses de tom de pele mais escuro se sentem discriminados ao permanecerem na fila de integrantes da União Européia. Teve um um negro que disse: "Nós temos todos os documentos dizendo que somos franceses, mas não somos franceses."
Diferente do Brasil, que apesar do negro ou mestiço ser discriminado, ele é brasileiro e possui os mesmos direitos, é tratado como um cidadão brasileiro.
Muitos europeus não gostam de pessoas que não são brancas, logo, o racismo é comum até em países como Letônia, Portugal, Iugoslavia, Romênia, pois, não aceitam a possibilidade de um europeu que não seja branco (este é o padrão europeu).
A União Européia está tentando criar o "cartão azul" que seria semelhante ao green card americano, com este documento o imigrante poderia residir na Europa legalmente. O objetivo seria atrair profissionais qualificados, pois, a população da comunidade européia se encontra envelhecida, o que geraria um problema de falta de profissionais de qualidade.
Atualmente os melhores profissionais vão para os EUA, Canadá e Austrália, pouquíssimos escolhem a Europa.
Este cartão poderia também evitar a "imigração inútil", ou seja, imigrantes sem boa formação que apenas aumentam os índices de pobreza e não contribuem para o crescimento do país.
O futebol é a melhor chance do negro ou árabe sair da pobreza e ter reconhecimento, Zidane, filho de argelinos é o melhor jogador francês da atualidade e os outros jogadores também de origens de terceiro mundo defendem os direitos dos filhos de imigrantes, que possuem poder aqusitivo baixo.
A Europa já está cheia de problemas com imigrantes ilegais, adotaram leis rigídas de imigração, Portugal segue as leis e acaba parecendo antipático com turistas brasileiros, mas estão cumprindo as leis da UE, pois, Portugal pode servir de rota para imigrantes brasileiros ilegais para o resto do ocidente europeu.
Portugal tem 100.000 brasileiros, a maioria são nordestinos desqualificados profissionalmente.
Por: Diogo Baroni